o gato

 

  • O gato é um poema que integra A Arca de Noé, de Vinícius de Moraes e foi musicado junto com a maior parte do livro para integrar um projeto grandioso para televisão, no princípio dos anos 80, com a participação de grandes artistas da música brasileira, como Elis Regina, Ney Matogrosso, Moraes Moreira, Toquinho e outros. A primeira gravação dO gato foi com a cantora Marina. Com nova versão, 30 anos depois, na voz de Mart’nália, O gato ganhou uma animação em ritmo acelerado.
Anúncios

na tarde

Socorro Lira e Penélope Martins para ampliar nosso coração, na tarde de hoje, celebrando todas as mulheres poetas que fazem da palavra seu estar no mundo.

 

“Na tarde em que te beijei

Botei colibri no peito

Cresceu meu maior desejo

O que na boca calei.

Silêncio, olhos cerrados

Olhando por dentro de mim

Cheiro de mel e jasmim

Minha alma tinha tomado.

Um beijo mais fundo chorei

Sem pensar no que sentia

Sua boca tomando minha sina

Sua boca me assina, me ensina

O que já sei.

 

Amor, são meus olhos de chuva n’ocê

A principitar do céu a gentileza

De apagar essa brasa acesa

sem ter nem pra quê.

Amor são meus olhos chovendo manso

Brotar da terra entre nós

Rio passando vale, serra

Pedra da minha canção.

 

 

 

 

Carolina de Jesus e o Livro

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto

Carolina Maria de Jesus nasceu na zona rural de Minas Gerais, estudou até o segundo ano primário, foi católica devota embora sua mãe tivesse sido banida da Igreja por conta de parir filhos ilegítimos. Adulta, foi parar em São Paulo, trabalhando como catadora de recicláveis. Moradora da comunidade do Canindé, zona norte paulista, Carolina registrava o cotidiano das pessoas em seu diário, o que viria a formar seu primeiro livro e a obra consagrada de uma das primeiras escritoras negras do Brasil.
Mudou-se para a capital paulista em 1947, num momento em que surgiam as primeiras favelas na cidade, e apesar do pouco estudo, escreveu mais de vinte cadernos com testemunhos sobre a favela. Seu livro, Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960, teve mais de 100 mil exemplares vendidos, tradução para 13 idiomas e vendas em mais de 40 países. No entanto, Carolina de Jesus morreu em 1977, aos 62 anos,  pobre e esquecida.
* Eu sou Penélope Martins, e este post também pode ser lido no Blog português Clube de Leitores, para onde escrevo, aqui do Brasil, criando uma ponte para unir lusófonos na leitura, porque LER é do borogodó.

eu vou embolar

 

Image result for coco de roda
– fotografia de autoria desconhecida –

Bate cabeça, quebra o coco, mas não arrenta a sapucaia! A dança de roda se faz com cantoria mais ganzá e zambê, pandeiro e triângulo, a depender da região onde se brinca, é claro.

Pode ser na Paraíba, em Pernambuco, Alagoas, também. No Nordeste do Brasil tem coco de usina, coco de embolada, coco de roda, coco do sertão, coco de umbigada, numa mistura de tradições indígenas e africanas, que também incorporou as tradições portuguesas, não só na língua, mas nos credos e costumes.

Coco que bate palma e alegra o coração. As pessoas cantam e acompanham na palma da mão. Mas lá na origem, são canções que acompanhavam o batuque do trabalho no engenho, na colheita, no pisar do barro pra erguer casa de pau a pique…

 

Anuário AEILIJ

A Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura para Infância e Juventude – AEILIJ, preparou um Anuário com as publicações do ano de 2016.

O Anuário já é considerado um catálogo de referência para escolha de títulos para adoção em escolas, compras de bibliotecas e, principalmente, formação de novos leitores.

Podemos ler nesta edição uma entrevista com Ninfa Parreiras falando sobre sua trajetória como escritora e formadora de leitores, além de discutir outros pontos sensíveis do universo literário como as plataformas digitais.

Também é possível relembrar, com fotografias, um breve percurso das ações promovidas por autores associados, em 2016.

Divirtam-se com o Anuário e compartilhem por aí essa ideia iluminada que é a LEITURA!

 

 

 

 

Como e por que contar histórias para crianças?

Denise Guilherme, responsável pelo projeto de leitura e formação de leitores A Taba, reuniu um pessoal para conversar sobre o ato de contar histórias.

Por que é tão importante narrar? Como narrar histórias? De que maneira é possível conquistar a atenção do público?

Entre os narradores convidados, Giuliano-Tiento2Giuliano Terno de Siqueira | Doutor e mestre em artes pelo programa de pós-graduação do Instituto de Artes da UNESP. Sócio-fundador d’A Casa Tombada [Lugar de Arte, Cultura, Educação]. Idealizador, coordenador e professor do curso de pós-graduação lato sensu A Arte de Contar Histórias – Abordagens poética, literária e performática pela FACON – Faculdade de Conchas, pólo A Casa Tombada. Professor colaborador do Programa de Mestrado Profissional do Instituo de Artes da UNESP. Contador de histórias, escritor, pesquisador, professor e assessor de programas públicos e privados de livro, leitura e bibliotecas.

10407918_10203387899889655_3346874991112871519_nOutro narrador presente, Magno Farias, pedagogo é educador, com experiência nas redes públicas e privada e no terceiro setor. Trabalha em comunidades desde 2005 e atuou como supervisor de educadores na 29ª Bienal de Artes de São Paulo e educador de arte contemporânea no “Projeto Jovens Emergentes”, em 2011/2012. É educador de biblioteca e contador de histórias no Instituto Acaia e, desde 2003, sonoplasta em espetáculos de circo e teatro.

11170363_889846137704203_9175329297026196525_nPor fim, a terceira integrante dessa roda virtual de conversa, Penélope Martins é escritora e narradora de histórias. Em 2009, iniciou a ação Construindo Leitores, em Santo André, reunindo crianças em encontros mensais para narração de história e atividades artísticas. Mais tarde, passou a ser convidada como narradora de histórias e oficineira para trabalhar com crianças, jovens e educadores, por escolas e instituições ligadas à cultura (SESC, Fábricas de Cultura, Museus etc), atividades para as quais se dedicada até o momento. Entre seus projetos de narração, mantém ligação permanente com os leitores através da ponte entre seu blog Toda Hora Tem História e o Clube de Leitores, de origem portuguesa. Entre seus livros já publicados, Poemas do Jardim (editora Cortez), incluído na lista de Bolonha, Princesa de Coiatimbora (editora Dimensão), Quintalzinho (editora Bolacha Maria), A incrível história do menino que não queria cortar o cabelo (ediota Folia das Letras).

A conversa foi transmitida ao vivo na terça-feira, dia 06 de setembro, às 21h, mas pode ser assistida no link abaixo: