doce quindim

Minha mãe viu que eu gostava de livros e assinou um clube de leitura para que eu pudesse escolher um título a cada compra. Eram tempos de vacas gordas, eu pensava, já que houve o tempo em que a eu lia na livraria ao lado da escola e a dona do estabelecimento, minha professora, deixava eu chegar ao fim da história antes de vender o livro. Mas aqui é outra história…

Eu já contei mil vezes que não sou filha de hábeis leitores. Meus pais tiveram uma vida direcionada para o trabalho, pouco estudo e muitas dificuldades financeiras para superar. No entanto,  minha família sempre apreciou boa música, roda de conversa e muitas sessões de histórias antigas trazidas lá do tempo do guaraná de rolha.

Resultou que eu pedia livro de presente, lia de graça nas graças da professora que era dona de uma pequena livraria onde eu, vez por outra, comprava os meus exemplares, tinha carteirinha da biblioteca municipal Monteiro Lobato, em São Bernardo do Campo, e, nas vacas gordas, caia nos braços da revista do Círculo do Livro para escolher um título no clube de leitura. Tudo isso me fez a leitora que sou: ainda em formação, sempre apaixonada.

Recentemente, fui convidada a conhecer o Clube Quindim de Leitura. Bom, bem, bem-bom, eu adoro quindim, é meu doce favorito (saibam), e adoro leitura: juntar quindim e livro é folia sem ressaca.

Detalhe, o quindim do Clube Quindim é maiúsculo! O nome do doce dá nome ao rinoceronte de estimação de Volnei Canônica, responsável pelo Clube ao lado da editora Renata Nakano.

O Clube Quindim é um site de assinatura para leitores em formação – assim como eu – que curtem boas histórias para todas as idades. Mas o barato é que os livros são selecionados por um grupo muito heterogêneo de especialistas em literatura e leitura: escritores, ilustradores, pesquisadores; gente como Adriana Calcanhoto, Marisa Lajolo, Roger Mello, Marina Colasanti.

O leitor recebe os livros do Clube Quindim em casa, por correio (ai, como eu gosto disso), num pacote composto com guia de leitura e diário do leitor, ilustrado por artistas do mundo todo, para que a própria experiência da leitura protagonize a brincadeira.

Bem, bom, bem-bom, é claro que assinar o clube não significa deixar de ir à livraria: de jeito nenhum! Faz parte da formação do leitor escolher títulos e inclusive se decepcionar com algumas escolhas. A autonomia do leitor é imprescindível para aguçar seus gostos e sua trasnformação pessoal no curso do processo de esclarecimento. Mas, como eu disse, podendo combinar vários quitutes na festa da vida, um clube de leitura é um bolo com cereja.

Eu gosto de bolo, de cereja, de escolher sorvete na prateleira e de pegar emprestado… Todas as experiências literárias pra mim são deliciosamente prestigiadas. E se tiver quindim, ai de mim… Não resisto.

Conheça mais sobre o Clube no link https://www.clubequindim.com.br/, sem medo de se lambuzar!

Também foi notícia na Globonews:

 

 

 

 

 

 

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