As palavras contêm dentro delas as pessoas de quem gostamos.

Quando escritas, são um espaço de silêncio cheio da nossa lembrança dos outros. Quando faladas, são egoísmo nosso para que quem as ouve um dia se venha a recordar de nós. Ou talvez seja o contrário, admito que me tenha trocado. De uma forma ou de outra tenho a certeza de que as palavras são uma forma de limparmos o pó que temos em casa e que teima em alojar-se no topo dos armários mais altos e aos quais não temos modos de chegar. Tenho desconfianças de que sejam também um género de cãozinho que marcha sempre alguns passos à nossa frente trilhando-nos o caminho e assim evitando que nos vejamos em problemas de tropeções escorregadelas, enfim, essas mazelas.

Para mim, são-me a nostalgia de quase a todo o lado chegar.
Gonçalo Naves
*escolhido por Rodrigo Ferrão, que faz a nossa ponte para Portugal, via Clube de Leitores. Este post é giro!
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