Uma língua de rico sabor literário

Eu tenho pai português e por parte de mãe uma bisa da Ilha da Madeira, por isso não poderia me afastar tanto assim de Portugal. Cresci ouvindo histórias de lá e de cá. Junto disso, expressões da língua se misturavam ao meu imaginário e transbordavam uma só cultura. A ponte estava feita.

Compreendi muito cedo a identidade da língua portuguesa e para quem não percebeu o que isso significa eu conto uma história.

Hoje vinha eu no metrô junto de meu amigo Joel, quando ele me diz, de maneira muito confortável, que “é fácil demais se localizar em Lisboa; nem parece terra estrangeira”. Bastou ele terminar a frase para eu dar o salve ao benefício de termos a mesma pátria língua, lembrando o samba de Caetano Veloso.

‘Falar a mesma língua’, inclusive é uma expressão que usamos para dizer que as pessoas podem dialogar com facilidade de acolhimento.

Mas é claro que a língua não afasta dúvidas, nem apaga as diferenças, e é nisso que entra a outra parte do que venho aqui dizer!

Muito bem, o que sabemos nós brasileiros das histórias portuguesas? Provavelmente o mesmo tanto que sabem os portugueses das histórias nossas. Isso é uma grande pena.

Temos um vínculo tão forte de comunicação e não usamos. Isso é bem mal.

É grande pena porque os brasileiros perdem de conhecer autores incríveis como Alice Vieira, também Manuel António Pina, António Torrado, José Jorge Letria, Sophia de Mello Breyner, Matilde Rosa Araújo… É uma grande pena porque os portugueses se privam de ler Lygia Bojunga Nunes, Cecília Meireles, Cora Coralina, Manuel Bandeira, Stella Maris Rezende, Eva Furnari, Rosana Rios…

Uma andorinha só não faz verão, é certo. Pois, imaginem andorinhas aos montes numa revoada magnífica de palavras.

Recorro a um grande clássico do teatro musical brasileiro, Os Saltimbancos, para reforçar que ‘todos juntos somos fortes’. O contrário disso, é mal para todos.

Por isso eu tenho o meu blog Toda Hora Tem História em irmandade com o blog português Clube de Leitores, na esperança de fazer a ligação entre os países lusófanos ficar mais clara e evidente. Para nos descobrirmos, uns aos outros e para além do que somos, em novas histórias.

Os nomes dos autores já são bom começo para uma pesquisa rápida no google… Vá lá, procure um poema ou conto ou crônica. Leia e seja mais feliz.

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