melhor que um pássaro na mão!

Um livro é só um livro, mas também é o LIVRO quando se entra na dança da história com valentia e rima.

Chegou pelo correio para mim, ‘Quem ri por último rima melhor’, composição de brincadeiras com provérbios de Daniel Medina com  divertidos desenhos – da tão divertida quanto – Renata Bueno.

De cara, a dedicatória é acompanhada com a imagem de baita jacaré nadando de braçada… Suavemente deslizam as palavras dentro nossa mente para escrever o que não foi dito na brancura do papel. Se tem piranha no caldo, jacaré é precavido (ou mais sabido?).

Os provérbios fazem parte de nossa tradição popular. São frases que expressam comportamentos que identificam o senso comum.

O humor é inerente aos ditados. A rima que não aparece escrita, é o próprio espírito do que se quer dizer, das coisas que se combinam perfeitamente para ilustrar uma ideia.

É brincadeira pintar de surreal o nosso senso comum, dar ao ditado mais do que a repetição de um conceito perpetuado numa cultura, embaralhar os sentidos e provocar investigações no leitor – além do imediatamente lido. Brincadeira que Daniel e Renata convidam os leitores para jogar.

Então não é mesmo, se filho de peixe peixinho é, também filho de peixe pode ser pangaré. Pode, pode mesmo. Afinal de contas a gente nem é do jeito e da forma dos nossos pais.

Na rima e na letra, o escritor Daniel Medina não esqueceu de botar os macacos todos sobre os calos, opa, galhos, e desatar filosofia na cabeça de quem não resiste brincar com as palavras. Então, se cada macaco fica no seu galho sem saber do calo alheio, na hora que sofre enxovalho não lhe socorrem os companheiros. Dá até para cantarolar isso.

Lá por volta da página 16, gosto do número que na soma dá 7 (porque 7 e 7 são 14 e com mais 7… deixa pra lá), tem uma carona de bolacha a dizer que ‘quem vê cara vê olhos, nariz e orelhas!’. Eu já tinha percebido – mesmo – que o LIVRO do Daniel e da Renata não era sério.

Pois bem, já que estamos de brincadeira.

Copiei a folha 17, onde Renata aprontou um monte de desenhos de narizes, bocas, olhos torcidos e olhos expressivos, chapéus e beicinhos. Copiei para recortar. Pois, no caso do LIVRO que me foi dado, ‘achado não é roubado’ e os desenhos dela são agora meus com intervenções.

Engraçado? Muito.

Um livro é somente um livro, mas pode ser o LIVRO se a gente se liberta nele e entra na roda com rima e valentia. Rima para brincar e valentia para nunca deixar de fazê-lo.

Aqui em casa também tem escritores e desenhadores, por isso, a casa do ferreiro tem esperto cara de pau para chamar de nosso o LIVRO do Daniel Medina e da Renata Bueno.

E quem quiser mais que vá buscar o seu. Oras bolas…

* Quem ri por último rima melhor – Brincadeiras com provérbios, Daniel Medina e Renata Bueno, Editora Moderna, de São Paulo.

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