Só tu

Sou um apaixonado ambulante.
Porém, nenhum poema te dedico,
Nem um dos que vivi.
Mas decidi, e agora explico,
Dar-te tudo o que escrevi.
Sei que nada meu é brilhante,
E nada chega ao teu corpo perfeito,
Ou ao teu sorriso abundante.
Ainda assim, tudo é teu por direito.
Todos os mares que cantei,
As várias vidas tão diferentes,
E as pessoas que inventei.
Os teus olhos tão inteligentes,
Me trazem tamanha saudade.
Quando os deixo por um momento,
Volto à mediocridade.
Por isso só tu me dás cabimento,
Só contigo existo fora do papel.
Só tu me sobrevives,
A esta vida-carrossel.
Gonçalo Naves
*Gonçalo Naves na ponte com Portugal, no nosso Clube de Leitores
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