investigando a casa da árvore,

Ontem, fizemos um passeio noturno no parque. Na chegada, Clarinha decidiu correr na pista com o irmão, Para espanto de todos os adultos que faziam ‘a sério’ seus exercícios físicos, passava minha menina magrelinha com seu dispositivo natural de energia nuclear, levantando os joelhos até a linha da cintura.

Clarinha é um motor contínuo de curiosidade, desejo e força.

Na segunda volta ela pediu para brincar no balanço e eu saí da pista para ter com ela o que seria um dos momentos mais sublimes da minha vida.

Fizeram uma casa na árvore. Uma imensa casa na árvore. Daquelas que se vê em filmes e que a gente cobiça (e até chora por ela).

Para subir na casa, uma rede serve de escada. É claro que Clara clareou passinhos pela tal rede: para cima, para cima, para cima… Descendo pelo escorrega. E eu dizendo pra ter cuidado. Ela respondendo:

– Mãe, fica tranquila, eu tenho muita sorte.

Tanto ir e vir, a menina cismou que eu subisse com ela. Não disse que não, mas fiquei receosa se era certo uma pessoa adulta escalar aquilo. Teriam feito para as crianças, não? Acabou que Clara me convenceu com o argumento:

– Mãe, você consegue. Vamos lá, eu ajudo.

Subimos juntas. Ela no auge dos 22 quilos que pesa, aos 9 anos, ainda segurou minha mão.

Escorreguei meio ressabiada, deslizando pouco. Falei pra Clara que eu devo ser pesada demais para escorregar, ou já não sei fazer direito. Foi, então, que a pequena soltou a frase que só reforça o entendimento sobre o papel dos filhos na educação dos pais, não o contrário.

– Sabe, mãe, é por causa disso que as pessoas tem saudade da infância. Vocês esquecem o que é se divertir.

Voltamos felizes pra casa, ela ainda com energia para a leitura perguntou no caminho:

– Antes de dormir, podemos continuar a ‘operão dragão amarelo’?

– Filha, o que você gosta nesse livro?

– Eu gosto que o leitor também faz a história. É o leitor quem descobre os mistérios.

– Bem que a Julia disse que o livro é bacana para sua idade.

– Mãe, fala pra Julia que o livro é muito legal também para crianças menores, de 6 anos, por exemplo. Os pais podem ler toda noite uma parte para a criança procurar o enigma na ilustração. Eu mesma sei ler muito bem sozinha, mas quando você lê pra mim é muito mais legal.

– Igual o parque, né, a gente juntas…

– É.

PS: Para os leitores de plantão, Operação Dragão Amarelo envolve os personagens Felipe, Tino e Carolina, três irmãos que, além de adorarem balas, têm uma agência de detetives.

Quando entram em férias, são convidados pelo tio para visitar seu castelo, e assim que chegam lá deparam com um enigma: o desaparecimento de uma moeda rara. Mas, ao contrário dos romances de mistérios comuns, desta vez quem tem de solucionar o caso é o próprio leitor. A cada capítulo, pistas são deixadas nas ilustrações que, combinadas com as informações relatadas pelos personagens durante a história, apontam para o próximo passo da investigação. Em uma brincadeira que mistura observação, raciocínio e aventura, é preciso coletar pistas, juntar os fatos e, com a ajuda da Turma do Alcaçuz desvendar o crime. (E é melhor ter cuidado, já que nem sempre as pessoas falam a verdade…) Um quebra-cabeça diferente, que só pode ser montado pelo verdadeiro detetive da história, o leitor. A sinopse foi retirada do site da Companhia das Letrinhas.

PS2: A casa na árvore fica na Avenida Dom Pedro II, em Santo André, dentro do Parque Celso Daniel. Invistam em passeios noturnos. Além do frescor da noite, sempre existe a possibilidade de cruzar um sapo ou um morcego…

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