o livro dos chás

Vejam só que curioso, os ingleses mantém a tradição do chá, mas foram os portugueses os primeiros europeus a terem contato com a bebida, quando chegaram ao Japão, em 1543.

Curioso também o termo chícara, isso mesmo – com CH, já foi uma opção de grafia para a palavra. Cá entre nós uma chícara de chá fica mais charmoso, não acham?

Portugal utilizava a palavra xícara, mas, de uns séculos para cá, a palavra chávena veio para a bandeja.

Chávena vem do japonês chawan. Xícara tem origem no nauatle, língua falada pelos astecas, ancestrais dos mexicanos.

Eu gosto de chávena, e sua melhor combinação com chá leva junto as bolachas. Mas a palavra xícara (ainda se for com CH) chega a chiar de tão quentinha.

Importante é o sabor do chá. O sabor e todo seu perfume. O ambiente se ilumina com a névoa e provamos a paz nos pequenos goles.

Existe muito acolhimento no chá e é Renata Bueno – essa menina artista de imagens, palavras, cortes e todas boas travessuras – quem nos serve essa preciosidade: O LIVRO DOS CHÁS.

“Um chá para a cabeça.

Não faz crescer cabelo, mas protege a careca.”

Quem é esse chá? Será que você consegue acertar? Charlie Chaplin não dispensava seu uso…

“Um chá para abrir ou trancar o apetite.

É bom sempre ter cópias para não ficar passando vontade do lado de fora.”

Quem é esse chá? Será que você pode adivinhar? Alice precisou de uma bem pequenina para seguir o Senhor Coelho até o País das Maravilhas.

Na brincadeira com as palavras e as infusões de imagens, Renata Bueno convida para uma cerimônia deliciosa: chá com palavras, chá de adivinhar, chá para belos começos, chás para grandes finais.

O livro é uma surpresa no uso das cores, nas imagens todas recortadas a partir de embalagens de chás colecionados pela autora, na diversão com rimas ou trocadilhos bem apurados, no apanhado de palavras que podem oferecer chá a alguma coisa, como a galocha para os pés que vão à chuva.

Apetites sinceros eis aqui o regalo: O LIVRO DOS CHÁS, de Renata Bueno, recheia as chávenas tilintando fabuloso cheers com as mais chiques chícaras (perdoem pelo CH, mas veio mesmo a calhar).

Ah, antes que eu me vá, o livro é editado pela Callis, de São Paulo.

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