Sereia do Mar

Conta a lenda que o poderoso guerreiro, vitorioso na guerra pela qual ele havia lutado por uma década, teve grande parte de sua tripulação perdida enquanto atravessava o mar de volta para casa. Os marujos foram dizimados pelo encanto de vozes melodiosas que surgiam entre as ondas e os arrastavam ao fundo, cada vez mais fundo, até se afogarem.

Estrategista de notável saber, o guerreiro recomendou aos homens que se amarrassem aos mastros do navio com toda a força e ainda tampassem seus ouvidos para que o som não os afligisse. Mas isso não era suficiente. O canto das sereias atravessava o coração dos combatentes cansados e, embora estivessem eles atados aos mastros, se debatiam em dor e almejavam encontrar a paz na doçura da canção.

Depois de algum tempo, elas se retiraram entre as ondas. Ulisses conseguiu atravessar o canto do mar e chegar a salvo em sua ilha, mas pode provar em si mesmo que havia mais poder naqueles seres da água do que seus músculos pudessem suportar, do que sua inteligência pudesse imaginar.

* No dia 2 de fevereiro na Bahia, Brasil, acontece a festa de comemoração a Iemanjá, a Rainha do Mar. As pessoas oferecem perfumes e flores para o mar pedindo proteção para a poderosa Mãe d’Água. 

– Herbert Draper, Ulisses e as sereias, 1909 –
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