A única arte – de Disney a Hans Christian Andersen

Semana passada fui ao cinema assistir com minhas filhas Frozen da Disney Pixar.  Uma linda e caprichada animação que conta a história de duas irmãs, dos quais uma recebe um dom (ou maldição) em que consegue transformar tudo em gelo.  Lendo uma reportagem sobre o filme, descubro que Frozen foi baseada em uma obra do dinamarquês Hans Christian Andersen, A Rainha das Neves.

A Disney já se aventurou anteriormente adaptando outro conto da Andersen, A Sereiazinha (A Pequena Sereia) com algumas alterações como o final onde no filme, príncipe e princesa desfrutam o “felizes para sempre” enquanto no original a sereia abandonada morre de amor.

Com o livro Contos de Hans Christian Andersen da Editora Paulinas, traduzido por Silva Duarte do dinamarquês em mãos fui sedenta conhecer “A Rainha das Neves”.

A primeira surpresa veio pelo tamanho da história, bem maior do que outras que já havia lido. Nos comentários de Nelly Novaes Coelho, esta é realmente uma das maiores e mais fantasiosas histórias de Andersen e uma das que lhe deu maior prazer em escrever,  pois lhe trazia imagens e lembranças da própria infância.   Dividida em sete aventuras, ela tem como personagens, um duende mau, um espelho que transforma o que reflete, dois inseparáveis amigos Kay e Gerda, a Rainha das Neves e diversos outros, como flores que falam, a gralha, as pombas e a rena que ajudam Gerda a encontrar seu grande amigo raptado pela Rainha.

Diferente de A Sereiazinha, A Rainha das Neves serviu somente como inspiração para a animação da Disney, porém o maior trunfo do filme foi me levar novamente ao início de tudo, aos primórdios dos contos de fada.  Assim como as obras do pintor Vincent Van Gogh me levaram a conhecer outro conto de Andersen, o triste “ História de uma mãe”, que ele conhecia e recontava até a obsessão mostrando o poder inigualável que este conto tinha sobre seus anseios e angústias pela rejeição de sua própria mãe. E por último, o músico compositor russo Igor Stravinsky com sua obra-prima musical baseada no conto “ O Rouxinol” também de Andersen.

E é assim que descobrimos que na verdade a arte é uma só e que surgiu para nos amparar e abraçar com seus diversos braços.

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