A Odalisca e o Elefante, de Pauline Alphen

“Um dia entre os dias, numa tarde de silêncio e nuvens, Leila em sua torre de silêncio e nuvens. Leila em sua torre olhava pela janela do mundo. Era um dia imóvel, aquele. Mal se viam os minaretes comidos pelas nuvens. As cúpulas reluziam preguiçosamente na bruma com cheiro de mar. Leila não conseguia ler, sentia-se vaga, com saudades do futuro. Os pássaros dormiam em seu cabelo, o Sultão caçava tigres de bengala. Do alto da torre, o harém era um segredo trancado a sete chaves.”

2013-11-02 12.29.03

Do capítulo “Sereias e Cotovias”, do livro “A Odalisca e o Elefante”, de Pauline Alphen, editado pela Companhia das Letras de São Paulo.

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