Das utopias, de Mário Quintana

Se as coisas são inatingíveis… ora!

não é motivo para não querê-las…

Que tristes os caminhos, se não fora

a mágica presença das estrelas!

*Mário Quintana

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Um dia ele chegou de mansinho aqui na minha vida. Chegou com violão e a voz macia. Tirou de dentro da mochila umas cifras nas canções e uma conversa com Mário Quintana que dizia coisas de poentes, cores de tranças e saias rodadas. Um verso me aconchegou o pensamento: “a concha branca da orelha na imensa praia do tempo”. Ouvi lá dentro de mim um som de maré cheia.

A canção “Quintanas” é daquelas belezas que de tão bela faz necessária a partilha. O compositor é Joel Costa Mar, meu amigo e parceiro em outras andanças.

* Mário Quintana, poeta gaúcho, nasceu em Alegrete aos 30 de julho de 1906, faleceu aos 5 de maio de 1994, em Porto Alegre. Trabalhou em vários jornais gaúchos, traduziu Proust, Conrad, Balzac e outros. Em 1940, lançou a Rua dos Cataventos, seu Primeiro livro de poesias, seguido de Canções (1946), Sapato Florido (1948), O aprendiz de Feiticeiro (1950), Espelho Mágico (1951), Quintanares (1976), Apontamentos de História Sobrenatural (1976), A Vaca e o Hipogrifo (1977), Prosa e Verso (1978), Baú de Espantos (1986), Preparativos de Viagem (1987), além de várias antologias.

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