Acabou Chorare_Feliz Ano Novo!

“Foi que foi” o ano de 2012, para mim, particularmente um ano com grandes desafios, inúmeras descobertas, batalhas homéricas e feliz saldo positivo: ufa. Muitos esforços se deram para conquistar um espaço nos planos de trabalho, muitos amigos sofrendo opressões da crise mundial, pessoas doentes e outras partindo: a vida como é. O salto, sempre o outro prato da balança, resultado de eleição que nos agrada ou ao menos nos alivia, encontros inusitados que geram amizades incríveis, amor compartilhado em relações inesperadas e outras que ocupam nossa vida há anos.
De todo jeito é assim sempre. Cada vez mais me convenço que não existe esta separação engessada do bem e do mal; tatuei na minha mente a grande mandala do taoismo, yin-yang, para entender que as forças opostas são complementares e que é a transformação a grande tônica do equilíbrio.
Abrir os olhos para o mundo e perceber que a roda gira, a vida surge soberana.
Então 2012 foi o que foram todos os anos, complexo de fatos bons e outros ruins, a roda girando, a vida se sobrepondo porque existem necessidades básicas para todos nós qualquer que seja o pedaço de terra embaixo dos nossos pés, saúde, dor, violência, tranquilidade, amor, desajustes, lágrimas, sorrisos.
Não se trata de visão Pollyana do mundo (alguém lembra o clássico de 1913, a história da menina órfã otimista até as últimas consequências, que dá nome a este estilo de viver?), longe disso minha gente porque eu ainda tenho muitos dias negros de desesperança, mas ao mesmo tempo teimo acreditar que sim, estamos no caminho para entender um bocadinho esta “coisa toda”.
Cresci num ambiente tão repleto de diversidade que o yin-yang já imperioso vencia meu pensamento. Lá em casa tudo se misturava; passava férias com minha amiga japonesa cuja família mantinha costumes tradicionais (e eu mesma chamava a avó de obaatchan); duas baianas reinavam diariamente na minha casa e eu sabia que o natural era feijão com toucinho; uma heterogenia de filhos de cores distintas; um avô português que servia a sardinha no café da manhã (o pequeno almoço); um avô matuto que cozinhava arroz com tomate e preservava segredos para a carne de panela; uma tia hippie fissurada em Caetano Veloso; uma tia cantora que me emprestava todo o repertório da Música Popular Brasileira; a mãe dizia para eu trabalhar fora; a avó me ensinava a costurar… Por aí vai etc, etc…
Não havia quem estivesse muito certo nem quem pudesse ser julgado de todo errado com relação à sua própria forma de viver a vida: tudo funcionava no caos da interatividade.
Por fim, meus amigos, devo confessar que fui e juramentada em harmonia com Novos Baianos, acredito, pois, piamente que o bom é viver neste mundo porque não há outro mundo, então… “Besta é tu” que não pode sorrir escancarando felicidade quando vê uma morena requebrando na rua, “besta é tu” que não conhece a grandiosidade de um pandeiro ou um triângulo. Já viu Pepeu tocando sua guitarra? Afe… corre lá, meu rei, para ver e se fartar de felicidade.
Esta é minha dádiva para a festança de ano novo a todos os amigos leitores que acompanham esta modesta coluna:
“Acabou Chorare”, completo, álbum dos Novos Baianos na distância de um clique:

Tenho feito desta coluna um espaço de convivência, por isso conto essas histórias que são tão minhas, mas que também esbarram nas histórias vividas por outros (talvez a sua vida também tenha uma roda de samba e um funiculí-funiculá misturado). As indicações que faço por aqui de livros e outras coisitas boas de ler com o corpo todo, nunca levam a intenção de dizer uma verdade absoluta, a intenção é abrir a porta e a janela para ver o sol nascer. Quero lhe chamar para a conversa, para olhar a lua, filosofar a vida neste mundo, entra ano e sai ano, os mistérios do planeta, sentir o swing.
Venha sem medo 2013, aqui ninguém marca toca!

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