O tempo Voa!

 

 

Artistas do mundo todo e de diversas épocas já elaboraram obras sobre o tempo. Na minha geração não há quem não se recorde do filme “De Volta para o Futuro” estrelado pelo Michael J. Fox na companhia do cientista Dr. Emmett Brown, vivido por Christopher Lloyd; a história do jovem Marty MacFly, um adolescente que volta no tempo de 1985 para 1955, conhece seus futuros pais no colégio e, acidentalmente, tem sua futura mãe apaixonada por ele. Marty deve consertar o dano na história fazendo com que seus pais se apaixonem sob risco de alterar o futuro a ponto dele mesmo não existir.

Embora movimentado pela aventura da história, cientistas malucos, carro potente que atravessa o tempo, romances e bailes de colégio, o filme levanta uma premissa fundamental para compreensão da história: os fatos do passado explicam o nosso tempo presente, as ações do presente influenciarão o nosso futuro.

O tempo é aquele imenso novelo de lã que vai tecendo a mesma malha até não se sabe quando.

Dentro deste mesmo contexto a imortalidade aparece como uma dançarina sedutora. Quem deseja viver para sempre?

E agora me pergunto quais dos leitores cantarolou a canção do Queen, “Who wants to live forever”, tema de outro filme, “Highlander”, traduzido como Guerreiro Imortal, estrelado pelo galã, ao menos naquela época, Christopher Lambert, atualmente com 55 anos, um galã mais experiente (sobretudo). Uma história emocionante sobre homens imortais, entre os tais o personagem escocês de Lambert, Connor Mac Leod, que atravessam os séculos acumulando sabedoria e perdendo todos os seus amigos, todos os seus amores.

Um dos livros preferidos aqui de casa, pela doçura da escrita e principalmente pela narrativa da imagem, abraça a mágica do “viver para sempre”.

“O livro se passa em uma biblioteca com mil salas em uma rua muito calma e cheia de árvores. Lá dentro existem todos os livros que já foram feitos. Mas um livro está faltando e seu nome é COMO VIVER PARA SEMPRE. Há duzentos anos uma pessoa o escondeu no fundo de uma gaveta, mas o livro simplesmente desapareceu e um pequeno menino, habitante do livro “Quindins”, tenta achar o misterioso livro perdido…”

A pequena resenha foi escrita pelo leitor André Martins Santos, meu filho mais velho, e foi por indicação dele o meu compartilhar deste livro de Colin Thompson.

O livro é mágico, um mar de boas surpresas a cada página. O texto escrito é muito direto, sem rodeios, mas com grandes aspirações filosóficas; a narrativa da imagem pode ser considerada no todo como a cada parte… Cada página do livro desperta uma série de descobrimentos para os olhos, deslumbramentos para procurar detalhes e achar pequenas mensagens escondidas.  Colin Thompson é um virtuose da comunicação artística.

Viver para sempre é um dos sonhos humanos, superar a mortalidade e avançar como um deus sobre o tempo. Mas quais seriam as consequências para o ser que tudo vivesse e pudesse conhecer enquanto todas suas relações humanas fossem se perdendo pelo fatal perecimento?

O livro debate a finitude, a morte, o “fim” para nós, mas sublima o término com a dor da pergunta “quem quer viver para sempre?”

Vale conferir na net os links dos filmes citados e não se esquecer da belíssima canção do Queen:

 

O livro do Colin Thompson está disponível pela editora Brinque-Book.

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