QUERO MORAR NUM SORVETE, de Penélope Martins

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pobre do Jacaré que míngua
Encolhido vai virar lagartixa
Parece mentira a fala minha
Mas até suor brota da língua!
Eis que surge uma ideia fabulosa
Refrescante, genial e gostosa
Uma explosão de contente:

QUERO MORAR NUM SORVETE!

Brisa suave, camisa de algodão
Chinelos de dedo, bermudão
Uma casinha de sorvete.
Sem calda de caramelo ou chantilly
Sem confeito que derreta por aqui
Uma casinha de sorvete

Não quero nada chique, complicado
Tralhas que deixam tudo melecado
E até vem bronca por ser desleixado…
Gelado, simples, com sabor natural
Pequenos flocos prismáticos
Casinhas de tamanho exato
Nada de fenomenal
Sem sofisticação
Um simples sorvete de limão.

Este poema foi publicado na Revista Crescer – edição de Dezembro de 2011 e está disponível no site da Revista. Basta clicar no link: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1,,EMI291932-10460,00.html

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s